Planejar e cuidar para não fechar

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8 de agosto de 2013 por Michel Malts

Empreender no Brasil não é uma tarefa fácil e merece muito cuidado e preparo. De acordo com dados do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) de 2012, a taxa de mortalidade de empresas nos primeiros dois anos de atividade no País é de 27%. Entre alguns dos motivos que colaboram para que não sobrevivam neste período estão as falhas de gestão do patrimônio e das finanças pessoais, muitas vezes confundidas ou não devidamente separadas das finanças empresariais.

Com o objetivo de trazer informações e auxiliar empresários e comerciantes na gestão do patrimônio, a Distrital Centro da Associação Comercial de São Paulo (ACSP) promoveu em sua sede a palestra “Patrimônio: Proteja, tenha lucro e seja feliz!”, ministrada por dois advogados empresariais e um consultor financeiro. “São assuntos importantes para o dia a dia dos empreendedores e que impactam diretamente em seus resultados”, afirmou o superintendente da Distrital Centro, Luiz Alberto Pereira da Silva.

O primeiro passo para uma boa gestão do patrimônio é um planejamento financeiro adequado. De acordo com o consultor financeiro pessoal Michel Malts, no caso de empresários e comerciantes, o mais importante é saber separar as finanças pessoais das empresariais. “Toda receita proveniente do empreendimento deve inicialmente pagar todos os gastos e impostos referentes ao negócio. Somente o montante que sobrar é que deve ser transferido para a pessoa física. Parece uma dica óbvia, mas é nesse ponto que muitos se complicam”, explicou.

Outro ponto fundamental, segundo o consultor, é separar os objetivos da empresa dos objetivos pessoais. “Colocando tudo isso no papel, o empresário vai começar a perceber que ele buscará as metas comerciais independente dos seus propósitos pessoais. Consequentemente, a conquista de um deles servirá como estímulo para o êxito na busca do outro”, disse. Na opinião de Malts, essa divisão leva um pouco de tempo. “Daí a importância do apoio de um consultor ou profissional capacitado para que a família possa entender e participar desse processo”, apontou.

Após um bom planejamento financeiro, é preciso saber organizar e proteger o patrimônio, tanto pessoal quanto empresarial. “Empreender é assumir riscos, que muitas vezes podem impactar no nosso patrimônio”, ressaltou Bruno Saruê, advogado especialista em direito empresarial. Assim, o empresário deve estar atento e atuar dentro da legalidade nas questões trabalhistas, tributárias, previdenciárias e cíveis, incluindo sua relação com o patrimônio de eventuais sócios.

Além dos riscos empresariais, também há os chamados riscos familiares, ou internos. “O regime de casamento é importante na hora de estruturar o patrimônio da família, já que no caso de separação ou mesmo falecimento, é ele que vai ditar as regras de como será feita a divisão dos bens. Até mesmo a existência de amantes ou mesmo os relacionamentos e hábitos de consumo dos filhos podem causar ameaças à manutenção do patrimônio. Essas questões precisam ser planejadas”, afirmou Saruê.

Outra solução apontada pelo especialista para estruturar e proteger o patrimônio é a adoção de empresas “holdings”. Nesse modelo, atualmente bastante utilizado, uma empresa é aberta para receber o patrimônio do empresário, como imóveis, automóveis e dinheiro. “Ao colocar o patrimônio pessoal em uma holding, afasta-se os bens do nome do empresário. Assim, por exemplo, um imóvel não pode ser penhorado. Outra opção é transferir a holding para o nome dos filhos”, explicou.

No final do evento, o advogado especialista em direito imobiliário, Alexandre Magno, falou sobre o bom momento do setor e as vantagens dos leilões para o aumento do patrimônio pessoal ou empresarial. “Hoje em dia os imóveis estão sendo arrematados por valores até 40% abaixo dos praticados no mercado. Trata-se de uma ótima maneira de se começar a formar um patrimônio”, disse.

Para participar de um leilão, segundo Magno, é importante observar com atenção o edital, visitar o imóvel com antecedência, definir um lance máximo, além de ter informações sobre o valor da venda, número e descrição do lote, valor da avaliação, informação sobre ocupação e forma de pagamento.

 Publicado em Domingo, 30 Junho 2013 20:09

Escrito por André de Almeida

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